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O PIOR TRABALHO DO MUNDO – UMA COMÉDIA DO ROCK!

15 abril, 2011 por Camilo Lima

No post passado falei de uma comédia romântica, hoje vou falar de uma comédia escrachada dessas de dar gargalhadas histéricas!

“O pior trabalho do mundo” – escrito por Jason Segel (Ressaca de Amor) e Nicholas Stoller (Sim Senhor e As loucuras de Dick e Jane) com direção do último – é diversão garantida!

No filme, Aaron Green (Jonah Hill) é o estagiário de uma gravadora que em uma reunião sugere a reedição de um show histórico da banda Infant Child. Seu chefe gosta da idéia e lhe dá 72 horas para trazer Aldous – líder da banda – de Londres para Los Angeles a tempo do show.

Simples? Seria se Aldous Snow (Russel Brand) não fosse o caos em pessoa. Um coquetel de sexo, drogas e depressão causada pelo divórcio e atual ostracismo em sua carreira fazem com que os dois viagem no limite de prazos e abusem da sorte em situações completamente absurdas.

O filme é genial! Russel Brand está perfeito no papel, o ritmo é alucinado e a trilha sonora é uma mistura de letras politicamente incorretas e boa produção musical. Vale a pena a pesquisa (comece por “the clap”) no youtube!

Dá vontade de rasgar o paletó e levar uma vida mais rock and roll! 😉

O pior trabalho do Mundo – Get him to the Greek

(EUA,2010)

Elenco: Jonah Hill, Russell Brand, Elisabeth Moss, Rose Byrne, Colm Meaney, Sean Combs.

Direção: Nicholas Stoller

Gênero: Comédia

Duração: 109 min.


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MELHORES E ÚNICOS AMIGOS, ACREDITE!

7 outubro, 2010 por Camilo Lima

Olá!

No ultimo post comentei sobre um filme que mostrava uma amizade improvável entre um professor universitário e um imigrante ilegal em NY, hoje vou falar de uma muito sensível, bem feita e engraçada animação em stop motion que também fala sobre amizades improváveis.

Em Mary e Max – escrita e dirigida por Adam Elliot (ganhador do Oscar de melhor curta animado em 2004 com Harvie Krumpet) – nos deparamos com um hábito ultrapassado, os protagonistas trocam cartas! Mas não cartas comuns, são questionamentos existenciais e verdadeiros tratados filosóficos escritos por uma menininha da Austrália e um senhor de meia idade em Nova York que têm dificuldade de entender e se ajustar à sociedade.

Achou bizarro? E se eu disser que a menininha,Mary, é super esquisitinha e filha de pais BEEEM desajustados e que o senhor de meia idade, Max (voz de Philip Seymour Hoffman), tem graves distúrbios neurológicos (Síndrome de Asperger)?

Pois bem, o filmo é do jeito que eu gosto – personagens freak, roteiro inteligente e improvável com muito humor negro permeando todo o filme além de um cuidado visual incrível!

Nesta animação que não tem nada de desenho animado da Disney (não me entendam mal, eu adoro desenho animado da Disney). Os personagens não são fofinhos ou perfeitos, e para ajudar a transmitir a imperfeição interior dos protagonistas, cenários e bonecos são extremamente caricaturados.

“Bonecos muito simples e cenários extremamente complexos. Nada é reto, nada é limpo e se uma pomba aparece, a chance de ela cagar é grande.”

Mas tudo isso é secundário, pois o grande lance do filme é a amizade verdadeira que nasce entre os dois protagonistas que vivem em lados opostos do globo e que apesar de aparentemente tão diferentes, se entendem como mais ninguém.

Filmaço, e quem puder alugue em Blue Ray para ver o final alternativo… Macabro! :)

Mary e Max – Uma Amizade Diferente

Mary and Max

Austrália , 2009 – 92 min.

Animação adulta / Drama

Direção:

Adam Elliot

Roteiro:

Adam Elliot

Elenco:

Toni Collette, Philip Seymour Hoffman, Eric Bana, Barry Humphries


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TEM IMIGRANTES ILEGAIS NO MEU APARTAMENTO

27 agosto, 2010 por Camilo Lima

Olá, no ultimo post falei de árabes e Judeus disputando espaço na fronteira de Israel, hoje vou falar de um filme que tem como cenário a situação de imigrantes nos EUA. O belo “O Visitante”, do diretor e roteirista Thomas McCarthy, estabelece uma metáfora interessante quando compara duas reações distintas à uma mesma situação – o contato com o novo e o diferente.

No micro, o professor viúvo Walter Vale (Richard Jenkins) se arrasta no marasmo de sua rotina até que sua vida se transforma ao viajar a trabalho para Nova York. Chegando ao seu apartamento – que não visitava há anos – encontra um jovem casal de imigrantes ilegais que ocupa o imóvel sem que ele saiba. Passa a conviver com esses hóspedes, que a princípio não foram convidados, e por caridade, curiosidade ou necessidade de mudança ali ficaram. Ficaram e despertaram o lado leve e alegre do viúvo inerte.

No Macro, esse hóspede é um imigrante ilegal que passa a ser perseguido pelo governo americano. Esse imigrante é um músico talentoso que teria muito a acrescentar, mas regras são regras…

O filme nos mostra que a inércia não traz nada de bom e que quando nos abrimos para o mundo podemos nos tornar melhores pessoas.

É verdade que o filme aborda a questão das políticas de imigração com certa ingenuidade, mas como acredito que isso é o contexto e não o tema central da obra não chega a comprometer…bom filme: sensível, bom argumento e atuações convincentes.

Espero que gostem! :)

O visitante – The Visitor

EUA , 2007 – 108 min

Drama

Direção:

Thomas McCarthy

Roteiro:

Thomas McCarthy

Elenco:

Richard Jenkins, Haaz Sleiman, Danai Gurira, Hiam Abbass


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PALESTINA/ ISRAEL – GOSTO AZEDO DE LIMÃO

13 agosto, 2010 por Camilo Lima

Olá! Hoje vou comentar sobre Lemon Tree do diretor israelense Eran Riklis.

O filme ganhou o Prêmio do Público no Festival de Berlim e quando assisti fiquei muito decepcionado. Decepcionado por que não o vi no cinema enquanto ainda estava em cartaz, mesmo tendo ficado muito interessado pelo pôster quando morava em Madrid. Bem, melhor assim…agora posso recomendar para vocês!

Trata-se de uma estória sensível em meio ao choque de culturas. Salma Zidane (Hiam Abbas) é uma viúva Palestina – pra quem gosta de coroas ainda dá um bom caldo – que vive tranqüila colhendo limões do pomar que herdou do pai. Tudo muito bem se esse pomar não ficasse nos limites da região da Cisjordânia na fronteira com Israel e se seu novo vizinho não fosse o Ministro da Defesa Israelense.

A vida da viúva vira um inferno, câmeras e seguranças para todo o lado e do nada a pobre coitada ainda se vê proibida de freqüentar o próprio pomar por oferecer riscos a segurança nacional de Israel. O Pomar deve ser destruído pois pode abrigar terroristas mal intencionados!

O que ela faz? Resolve processar o Estado. Fácil, né não? A situação é tão adversa para a viúva e a intolerância de seus adversários é tão grande que chega a dar raiva. Em situações assim, fica claro que quando o diálogo fica em segundo plano ninguém pode ganhar nada… quer dizer, os advogados conseguem garantir o seu.

Aviso que o filme é um pouco lento, mas a cena final é brilhante e a esposa do ministro também não é de se jogar fora não! Pronto, não vou falar mais nada para não estragar.

Espero que gostem!

Etz Limon /Lemon Tree

Drama – 106 min

Israel, Alemanha, França – 2008

Diretor:

Eran Riklis

Elenco:

Hiam Abbass, Doron Tavory, Ali Suliman, Rona Lipaz-Michael, Tarik Kopty, Amos La


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VOCÊ JÁ ENCAROU UMA CABRA HOJE?

29 julho, 2010 por Camilo Lima

Olá gente, gostaria de propor um jogo… Vamos chamar de Associação, certo?

Todo filme que eu comentar aqui terá pelo menos um ponto em comum com o anterior, por vezes será bem óbvio como, por exemplo, mesmo diretor ou ator. Já em outras vezes a intersecção será bem difícil de ser identificada, como nos dois primeiros filmes que comentei que têm como elemento em comum o fato de serem ambientados em um subúrbio americano. Sintam-se a vontade para usar a área de comentários para entrar na brincadeira…

Bem, regras ditas vamos ao filme de hoje…

“Os Homens Que Encaravam Cabras” dirigido por Grant Heslov e estrelado pelos sempre impecáveis Jeff Bridges, Ewan McGregor, Kevin Spacey e George Clooney que também é o produtor.

O filme conta com um elenco de primeira e mostra ao que vem logo de cara dizendo “você ficaria surpreso com a quantidade de coisas neste filme que são verídicas”.

Trata-se da história do militar Bill Django (Jeff Bridges) e seus recrutas (George Clooney e Kevin Spacey), contada por Bob Wilton, um repórter covarde e meia boca (Ewan McGregor).

Bill é veterano do Vietnã e acredita ser possível fazer a paz não com tiros, mas com amor. O cara não só vira um bicho-grilo de primeira como arruma financiamento do governo para implementar suas teorias e táticas em uma divisão especial que emprega poderes psíquicos em combate – verdadeiros guerreiros Jedi. O longa intercala os flashbacks dos anos 80, do treinamento de Django e seus homens, com a trama ambientada no Iraque dos dias de hoje.

No Iraque, depois de uma desilusão amorosa, Bob (Ewan McGregor) está à procura de uma grande matéria e acaba encontrando Lyn Cassady (Clooney) que se encontra em uma missão solo: encontrar seu mentor Bill Django. Sem ter pistas do paradeiro de Bill, os dois se vêm em situações absurdas no meio da guerra.

O filme retrata a guerra e o exército expondo seus lados ridículos de paranóia, prepotência e desorganização, mas não ridiculariza os soldados, pois mesmo sendo colocados em situações cômicas os homens de farda são sujeitos que levam muito a sério o combate e suas crenças. O filme lembra muito o Sr Fantástico do Kubrick.

O filme é ótimo: argumento original, bela fotografia, interpretações impecáveis além de humor afinado e crítico.

Definitivamente vale a pena! :)

Os Homens Que Encaravam Cabras (The Men Who Stare At Goats)

EUA , 2009 – 94 minutos

Guerra/Comédia

Direção:

Grant Heslov

Roteiro:

Peter Straughan, Jon Ronson (livro)

Elenco:

George Clooney, Ewan McGregor, Jeffrey Bridges, Kevin Spacey, Stephen Lang, Robert Patrick, Waleed Zuaiter, Stephen Root


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O INFERNO É AQUI, QUE FILME!

22 julho, 2010 por Camilo Lima

O Inferno é aqui!

No meu primeiro post eu falei de um filme que vi e gostei, agora vou falar de um que foi bem difícil de ver até o final.

Assistir a O Paraíso É Logo Aqui (Henry Poole Is Here) foi um sacrifício de 99 minutos que pareciam não ter fim.

Neste filme dirigido por Mark Pellington em 2008, Luke Wilson é Henry Poole, um cara que está doente e vai morrer logo, portanto desiste de viver e espera o fim de seus dias dormindo, enchendo a cara de manguaça e se alimentando de pizza e donnuts em uma casa detonada de um típico subúrbio americano.

Henry quer ficar tranqüilo manguaçando, mas tem umas vizinhas que não o deixam em paz: uma religiosa mexicana que vê o rosto de Cristo na parede da casa do cara e uma loirinha delícia e sua filha pequena que têm uns traumas a superar.

O cara querendo morrer e a vizinha dando em cima, a filha se apegando e a carola trazendo romarias pro quintal do cara… . Até a caixa do supermercado que usa uns óculos que são verdadeiros fundos de garrafa resolve dar uma de psicóloga!

O argumento parece surreal o suficiente para deixar o filme interessante e pode enganar uns desavisados como eu, mas o filme se mostra na verdade a soma da interpretação usualmente ruim do L. Wilson com montagem chata e previsível mais fotografia pretensiosamente metida a artsy. Ou seja, uma bomba! Nem e a trilha sonora salva de tão manjada.

Quem gosta de dramalhão vai gostar, eu não gostei. Fica a dica reversa.

Em tempo, fica claro que a habilidade de Luke em escolher projetos é inversamente proporcional a de seu irmão Owen.

O Paraíso É Logo Aqui (HENRY POOLE IS HERE)

EUA, 2008

Drama

Direção:

Mark Pellington

Roteiro:

Albert Torres

Elenco:

Luke Wilson, Radha Mitchell, Adriana Barraza, George Lopez


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PARA TUDO TEM UMA PRIMEIRA VEZ, QUE TAL ZUMBIS?

14 julho, 2010 por Camilo Lima

Olá,

Esse é meu primeiro post aqui no blog Um Metrossexual – ou em qualquer outro Blog – e espero que gostem da minha proposta.

Farei recomendações e comentários breves (preguiça e política anti –spoiler) sobre filmes que assisto sejam eles dramas ou comédias, novos ou velhos, bons ou “ruins”. Serão impressões pessoais. Até porque, gosto é um treco muito subjetivo. Como sou bastante eclético acho que vez ou outra uma recomendação vai agradar.

Vou evitar o cliché chato de começar pelos clássicos recomendando uma COMÉDIA DE ZUMBIS. FIDO – O Mascote.

Dirigida por Andrew Currie, essa comédia canadense de 2006 se passa nos EUA dos anos 50 e imagina um mundo pós-guerra contra zumbis no qual os derrotados fazem parte do dia-a-dia das famílias trabalhando em subempregos.

Como em todo filme do gênero de G. Romero, é possível enxergar a manjada metáfora do conflito de classes e exclusão dos imigrantes, mas nesse filme o mais bacana mesmo é o ar de ironia e a leveza de não se levar a sério. Os caras chegam ao ponto de fazer referências ao filme da cadela Lassie! Humor negro com um pé no tosco. Hilário!

Ah, contar com Carrie-Anne Moss no elenco, a Trinity de Matrix, ajuda bastante também!

Espero que gostem! :)

Fido – O Mascote (Fido)

Canadá , 2006 – 91

Comédia

Direção:

Andrew Currie

Roteiro:

Andrew Currie

Elenco:

Carrie-Anne Moss, Billy Connolly, Dylan Baker e K’Sun Ray


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TREINANDO O PAPAI (FILME)

5 setembro, 2008 por Gisele Mota

Sabe como sei quando um filme é bom? Quando ele mexe com as pessoas, seja provocando o choro, o riso, a raiva, a indignação, a compaixão… Treinando o Papai é um desses filmes!
A primeira vista parece mais um filme para crianças da Disney, mas é aí que ele nos surpreende! Joe Kingman (Dwayne Johson) é um famoso jogador de futebol americano da equipe de Boston, ele é simplesmente o melhor jogador da temporada. Muito requisitado, narcisista, está acostumado a ir a festas, ter muitas mulheres e tudo o que deseja só para ele. De repente uma garotinha de 8 anos, Peyton (Madison Pettis) entra em sua vida para vira-la de cabeça para baixo!. O “fortão” do time de futebol descobre que é pai de uma menina e passará por poucas e boas para aprender que agora terá que olhar para o lado. Com cenas hilárias o filme mostra Joe aprendendo a dividir as coisas com a filha, a atenção das pessoas, a toalha de ginástica, o café da manhã e até as aulas de balé.
Aprenda com Joe e Peyton que o mais importante na vida são as pessoas!

Vejam o trailer:

Treinando o Papai – Site Oficial


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