UM METROSSEXUAL É UM NARCISISTA?
8 janeiro, 2009 por Gabriel Aguilar
Um dos acessórios, do quais, acho, nenhum dos metrossexuais abriria mão é o espelho. Penso que não só os metrossexuais gostam deste acessório em que podemos ver alguns dos nossos defeitos, ou que, no pior dos casos, podemos ver que hoje acordamos mais carecas… Há tantos relatos em que o uma imagem refletida, seja no espelho ou não, se torna o pano de fundo principal que seria impossível de contar aqui. Só por citar alguns podemos lembrar a famosa obra do mestre da literatura inglesa Oscar Wilde, que em sua obra “O Retrato de Dorian Gray” nos apresenta uma história em que um belo jovem não consegue parar de se olhar. Um dia um pintor faz um “retrato” de ele e ao ver-se tão belo faz um pacto com o diabo (???), quem envelhece com o tempo não é Dorian e sim o retrato. Não acho que Gray seja um “dos nossos”, ele era meio perverso (todas as marcas dos crimes e delitos cometidos por ele vão aparecendo no retrato)… Mas, o que importa é que este relato, de alguma forma, nos remete ao mito de Narciso (daí vem a denominação narcisista, muito usada não só pelo senso comum, como também nas áreas mais científicas do saber).
Narciso era filho de Liriope, ao nascer sua mãe, por meio de um oráculo (predições que os gregos usavam para ´definir´ o futuro das pessoas) advertiu a mãe que Narciso nunca poderia ver o seu próprio rosto refletido, caso isso viesse acontecer ele morreria. Com isso Liríope evitou que Narciso se olhasse em qualquer superfície em que pudesse ver seu rosto refletido. O nosso bom amigo cresceu com essa mentalidade e por isso ele vivia alheio a qualquer coisa que pudesse acontecer em sua volta, inclusive não dava a mínima para as mulheres que por ele se apaixonavam. Um dia, caminhando, como de costume, encontrou Eco, uma ninfa castigada pela deusa Era, ao ver o belo jovem Eco se apaixonou e o seguiu escondido durante os seus muitos passeios. Um dia Narciso descobre que está sendo seguido, Eco, questionada por Narciso lhe responde que está apaixonada por ele e por sua beleza, Narciso zomba de sua “admiradora” e ela morre refugiando-se numa caverna (disse o mito que, quem passava por lá, só ouvia o resto duma frase que ela dizia: que estúpida, estúpida, tupida, pida, ida… e aí morreu a pobre).
Nêmese, uma deusa que viu tudo, ficou muito furiosa com Narciso e o enfeitiçou levando-o até um rio, a deusa fez com que ele tivesse muita sede e Narciso ao se olhar nas águas ficou perplexo e morreu aí mesmo, como dissera o oráculo.

Não considero que um metrossexual seja narcisista, no sentido próprio da denominação, vejo, sim, que nossa imagem é o reflexo de um cuidado que nos temos com o nosso próprio corpo, em geral; não vejo que sejamos alienados da sociedade, acho que muitos de nós nos preocupamos com a guerra do Oriente Médio. Preocupamos-nos com a queda da bolsa e com essa crise que abala o mundo e sua estrutura econômica. Não vejo, tampouco, um egoísmo exacerbado que se traduza em não aceitar ninguém a tal ponto de “amar-se” só a si próprio.. Somos gente atualizada que procura estar informada do mundo, que sabe amar e que sabe valorizar a beleza, tanto interior como exterior…
Em resumo, acho que não somos narcisistas e nem queremos um título assim. Não acho que Narciso, seja um bom padroeiro para a gente…
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E falando em cabelos, lembro-me, também, de quando estive de férias na Argentina (no ano de 2007) e reparei que muitos dos homens usavam aquele corte de cabelo tipo Chitãozinho e Xororó - início da carreira-; para os brasileiros metrossexuais usar este estilo de corte não seria uma boa opção, mas para nossos hermanos, tudo bem. Então, diante de tantas divergências, neste mundo globalizado, minha grande questão ao tentar descobrir se o comportamento humano metrossexual sempre foi assim, obtém a sua resposta num site espanhol. Recentemente li num jornal espanhol um fato bem curioso: alguns cientistas estudavam cadáveres pré-históricos da Irlanda e descobriram que um dos corpos, que foram achados perto de Dublin apresentava um tipo de penteado que fora feito pelo uso de uma substância gelatinoso que era obtida de uma planta oleosa e de resina que fora vinda do sul da França ou mesmo da Espanha. Outro cadáver apresentava unhas muito bem cuidadas como se houvesse passado por uma manicure.
Esses homens viveram na idade de ferro, 1200 a.C., ou seja, numa época em que o homem primitivo estava no último estágio tecnológico e no momento em que a agricultura começa a se desenvolver, graças aos utensílios fabricados, é bem curioso descobrir que há também há uma preocupação com o cuidado e com a aparência. Por isso, para aqueles que nos criticam por cuidar de nossas unhas, dos cabelos e demais cuidados, basta olhar um pouco para o passado e ver que essa prática não é nenhuma novidade.

O senhor Barack Hussein Obama Jr, com seus quase 50 anos de idade, possui toda uma eminente carreira política, isso sem contar que a sua graduação na Universidade de Columbia, em Nova York, foi tão brilhante quanto seu doutorado em Harvard. Destacando-se pela sua capacidade e inteligência, que mostrou desde os tempos em que era aluno, Obama se tornou o diretor da Revista Jurídica de Harvard, alias o primeiro diretor negro da revista. Posteriormente lecionou na Direito Constitucional na Universidade de Chicago, onde ficou por alguns anos e posteriormente inicia a sua carreira política. É eleito senador em 1996 e em 2005 ele é contado como o quinto senador afro descendente e o terceiro eleito pelo voto popular.
Do outro lado temos John Sidney McCain III, o Republicano, com uma idade bem considerável, que teve com pano de fundo, de toda a sua vida, a carreira militar. Aposentou-se, das forças armadas, com o grau de capitão em 1981. No ano seguinte ingressa na política e em 1986 começa a formar parte do Senado Americano.























