SEXO À MODA ANTIGA?

8 Outubro, 2008 por Gabriel Aguilar

Nas mais recentes notícias, uma me chamou a atenção, e não foi precisamente esse caos econômico mundial, é uma que trata de um estudo feito entre as pessoas da terceira idade, uma pesquisa que revela o aumento entre eles do vírus HIV. Surpreendente? Não!!!. Passou o tempo em que nossos avôs deveriam ficar frente à televisão fazendo um cachecol para o netinho; até porque hoje, os programas da televisão aberta cada dia são mais bizarros e eróticos… e com tanto erotismo até nossos avos se animam a “dar uma” (a final eles também são de carne e osso!!!). É difícil, para muitos imaginar que nossos “velinhos” estão deixando os templos de oração e indo aos templos do prazer (deu para entender?). Isso, segundo o estudo, se deve ao uso daquela pílula azul, que promete levantar até o mais caído, sem milagres.

Sexo entre as pessoas da chamada terceira idade é normal, alias, sou totalmente a favor, acharia ótimo se minha avó viesse me dizer que me recomenda aquele motel, um que ela conheceu ao sair com um senhor após serem apresentados por uma amiga. Mas o problema não está em minha vovozinha ir ao motel com um quase desconhecido e sim no uso do preservativo. Lembro-me que em algumas conversas tidas com alunos de mais idade escutava que (pasmem!!!) o uso da camisinha era só para os “veados”, devido à promiscuidade, estigma totalmente errado, e que era coisa de macho comer ao natural. Infelizmente essa mentalidade fez com que o vírus se espalhasse entre as pessoas da melhor idade.

O que isso tem a ver com a gente? Pois, é meus caros leitores, campanhas e campanhas a favor do uso da camisinha são feitas, distribuição gratuita, avanços na tecnologia do látex e ainda assim há os que não a usam por preconceito. É possível ver alguns vovôs que eu considero Metrossexuais, ou seja, que se cuidam, mas cuidar-se não só se refere à aparência, se refere à saúde, de uma forma geral. E por isso que a minha reflexão deste post é para que entendamos um pouco a cabeça de nossos ancestrais e que os incentivemos ao uso da camisinha, caso eles estejam tendo algum tipo de relação sexual com quem for. E se ouvirmos esse papo de que “fulano disse que não devemos usar preservativos” “tal fé proíbe o uso”, a minha resposta seria: porque não, antes de proibir o uso da camisinha proíbem o uso de crianças em seus mais baixos atos sexuais? Ou o que é mais pecaminoso: usar um preservativo ou enganar ao povo para enriquecer-se às custas de gente ingênua?. Existe um preceito (inventado) que só devemos ter relações sexuais após o casamento ou para procriar-nos (por prazer nem pensar), basta lembrar um jogardor famoso que disse que ia se casar virgem, besta!!!. Esse preceito está hiper-mega-ultrapassada… tão ultrapassada que nem nas próprias instituições religiosas são capazes de cumpri-lo.

Assim que, meus bons amigos, tomara que cheguemos à melhor idade com uma cabeça-boa, cuidando-nos e amando a nossa vida. Com sexo, sim, e com muita proteção. E que ajudemos a que nossos ancestrais façam uso deste item tão barato e tão benéfico.

O sexo não é mais à moda antiga e sim à moda moderna.


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E O DESODORANTE?

3 Outubro, 2008 por Gabriel Aguilar

Um dos nossos amigos inseparáveis é o desodorante, aliás, deveria ser de o amigo inseparável de TODOS, principalmente num país tropical como este, e vou mais longe, dias atrás se comemorou o dia do orgasmo, que tal instituirmos o dia do desodorante, para os não metrossexuais? Eu, que fui agraciado com 1,67 de altura, quando ando no metrô, lá pelas 18h00min (é verdade que até essa hora a validade de muitos desodorantes já findou) entro no vagão e basta ter ao meu lado qualquer ser que tenha 1,80 de altura, é o suficiente para sentir um cheiro de acqua, sim, meus amigos, um cheiro de água e não precisamente de águas de Paris e sim mais próximas do cheiro das águas do rio Tietê.

A história do desodorante é bem interessante. Não existe nenhum exato de quando foi usado o desodorante, livro “Las cosas nuestras de cada día” de Charles Panati conta que os antigos egípcios recomendavam um banho aromático e, depois uma aplicação de óleos perfumados nas axilas. Eles elaboraram uns produtos especiais a base de limão misturando um pouco de canela para que não ficasse um cheiro tão azedo, lembremos que o clima subtropical da região secaria o suco do limão na axila e isso faria que a pele se irritasse e que não contivesse o mau cheiro (aliás, já que nosso assunto foi como escrever corretamente um termo aproveito para dizer que o correto é dizer MAU cheiro e não MAL cheiro). O livro também conta uma experiência que os egípcios fizeram para diminuir o mau odor das axilas: tirarem os pêlos -uma espécie de depilação. Os estudos recentes comprovam que o pêlo aumenta a região em que as bactérias se proliferam e em sua curta vida morrem, se decompõem contribuindo, assim, à produção dos maus odores. Com a chegada dos romanos ao Egito e o comércio com os gregos, estas idéias foram-se difundido e aperfeiçoando-se até chegar aos nossos dias. Hoje temos dos mais variados desodorantes, desde o mais sofisticado ao mais simples, para peles morenas, claras, negras; para os alérgicos, para os que usam roupas escuras, para os que não suportam perfumes, para os que preocupados com a ecologia há os que não agridem a capa de ozônio e por ai vai a lista… Diante de toda esta variedade é que me pergunto: se há desodorante para todos os “bolsos”, cores e sabores (e porque não odores), porque não usá-lo?

¡Hasta la vista!


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WORLD TRADE CENTER – 11 DE SETEMBRO DE 2001

11 Setembro, 2008 por Gabriel Aguilar

Já que o meu assunto é tratar de assuntos culturais, não posso deixar de escrever sobre a data que celebraremos nesta semana: lembraremos o dia 11 de setembro de 2001. Esse dia, na historia, surge com uma serie de eventos que marcaram o mundo de diversas formas. Como exemplo de um fato, nesta data, podemos lembrar o dia 11 de setembro de 1973, data em que Pinochet deu o tão famoso golpe militar, que derrubou Allende, lá no Chile. 28 anos depois, e em pleno século da modernidade, com todas as tecnologias digitais, acompanhamos outro evento que marcaria o mundo moderno. Os Estados Unidos da América mostraram o quanto podem ser vulneráveis perante uma organização cuja ideologia fundamentalista não respeitou a vida humana. Nas discussões sobre este assunto, com os meus alunos, muitos defendem que os americanos deveriam receber uma lição por tudo o que têm feito de errado. Mas, a minha questão é: qual é preço dessa lição? A morte de muitas pessoas inocentes? Quem acredita que suas almas irão ao paraíso se agirem conforme sua fé e explodirem seus corpos para combater os “infiéis” não eram todas as pessoas que estavam no avião que explodiu com as torres gêmeas e nem as que começavam um “dia normal” de trabalho.

 

O cinema americano explorou este fato de todas as maneiras possíveis e, em muitas das vezes, mostrando-nos como eles são os “coitadinhos” da história. Outros, com mais fantasia, inventaram milhares de versões dos fatos, até extraterrestres apareceram na história… Não sei se isso é certo, o que sim é verdade é que este fato histórico não deve, e nem pode, ser esquecido, assim como o holocausto e outros tantos crimes contra a humanidade, contra seres inocentes.

Caros amigos leitores, acho que não custa nada levantar a bandeira da PAZ e tentarmos lutar por um mundo melhor, por uma América autêntica, modelo de humanidade, de compreensão e de tolerância, que esse episódio triste de 11 de setembro, embora tenha sido “meio que repetido” seis meses depois, na Espanha, não aconteça de novo e que seres inocentes não morram mais: Good Bless America

 


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METROSEXUAL OU METROSSEXUAL?

9 Setembro, 2008 por Gabriel Aguilar

Algumas pessoas nos perguntaram qual é a grafia correta deste termo. Muito bem, não querendo tirar o emprego do Professor Pasquale, a forma correta de escrever este termo é com dois SS, METROSSEXUAL. E agora muitos de vocês, caros leitores, devem estar dizendo que isso é obvio e que ninguém o escreve assim. Não é bem assim, o que podemos ver na pratica, basta dar uma olhada nas comunidades do Orkut que se referem a este termo e fazer uma pesquisa em nosso bom amigo Google e escrever metrosexual com um “S” para ver o número de resultados que poderão ser vistos.

Segundo a gramática de Napoleão Mendes de Almeida, as palavras podem se manifestar por meio da composição, o sentido da palavra fundamental é modificado mediante palavras ou partículas que a ela se antepõem. E este seria o caso do METRO + SEXUAL, e em Português, por uma questão de fonética (a forma de pronunciar) esse termo recebe uma segunda “S” para não ser pronunciada como se fosse um “Z”. Assim que, vamos combinar, ninguém escreve heterosexual, diseminação, homosexual, e sim heterossexual, disseminação, homossexual. A regra é bem fácil, né?


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ORIENTE VS OCIDENTE

19 Agosto, 2008 por Gabriel Aguilar

Ontem à noite, domingo, estava matando o tempo assistindo um desses programas de domingo, ora meio chatos, ora um pouco interessantes. E que é o que os meus olhos e os meus ouvidos captam? Um indício de METROSSEXUAL que tem raízes fora destas terras do carnaval, e é a cirurgia plástica das pálpebras que é mais conhecida como a cirurgia da ocidentalização.

Como o meu negócio, aqui, neste blog, meu caro leitor, é trazer um pouco de cultura (!!!) vamos então falar dessa manifestação de metrossexualidade em nossos colegas orientais, que também têm o direito de se cuidar.

Há algumas especulações do por que os orientais têm os olhos “puxados”, a mais comum afirma que esse traço se deve aos fatores geográficos e climáticos; o sol, ao nascer, espalha os seus raios em linhas horizontais fazendo com que os habitantes de certas regiões desenvolvam uma “proteção para os olhos”

Não é a toa que por no decorrer dos séculos essa parte do mundo foi denominada “oriente” que na sua etimologia, oriunda do latim, é um termo que se desdobra em oriens e entis, para formar o termo que nós conhecemos hoje: oriental. E que pode ser entendido como a parte do céu em que nasce o sol, ou ainda como um particípio do verbo orior, eris, ortus sum, oriri (em latim) que significa nascer e que pode se adaptar aos seres vivos e aos planetas.

Então, a minha admiração (numa boa!!!) se deve ao fato de que um grupo de pessoas decidiu ocidentalizar-se fazendo esse tipo de cirurgia, já que eles não moram mais na terra do sol nascente. E mais contente fiquei ao saber que boa parte das pessoas que procuram essa cirurgia são homens. Um site descreve qual é a porcentagem da origem dos clientes e que se manifesta nos seguintes dados: 98,45% dos clientes que procuravam essa cirurgia eram descendentes de japoneses, 1,24% eram descendentes de coreanos e 0,31% eram descendentes de chineses.

A definição dessa cirurgia pode ser encontrada em qualquer site de cirurgia plástica alguns desses sites especializados a definem com uma cirurgia plástica realizada nas pálpebras superiores de orientais e descendentes com o intuito de formar uma dobrinha (sulco palpebral) nesta região que é característica dos ocidentais e que por motivos anatômicos inerentes à raça não existe ou é muito tênue nos orientais.

Essa cirurgia, como muitas coisas no mundo, foi sendo melhorada e uma cirurgia que era muito incomoda e cuja recuperação era dolorida hoje conta com uma técnica sem incisão cirúrgica usando a técnica de “dois pontos” que é mais rápida e sem tantas dores.

Legal, não? Então, será que algum Metrossexual por aqui se candidata a fazer uma cirurgia de orientalização?

Foto: http://www.universovisual.com.br

Errata: agradeço os comentários recebidos e especialmente à correção feita pelo nosso leitor Marcos H. sendo assim, vale destacar aqui aquele velho ditado: errar é humano, perdoar é divino e cuidar-se é ser metrossexual… Até em breve.


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A ACEPÇÃO DE METROSSEXUAL

31 Julho, 2008 por Gabriel Aguilar

Em toda a historia da humanidade a figura masculina sempre teve um papel muito destacado. Viemos de um pensamento altamente machista confirmado pelas teorias e crenças judeu-cristãs e ainda que as mulheres tenham-se destacado em muitos momentos sempre foram ofuscadas pelo chamado “sexo-forte“. Esse “sexo” que afirma que qualquer manifestação que fuja das convenções sociais por eles estabelecidas, pelos bons “machistas”, é considerado um desvio e na pior das hipóteses uma viadagem.
Levantando a bandeira da transgressão dessas convenções machistas surge, mais presente graças às mídias e às novas tecnologias, um estilo de homens, do “sexo forte”, devidamente afirmados na sua essência, que pensa diferente das “normas” estabelecidas pela sociedade: o METROSSEXUAL.

Como bom lingüista, não posso deixar de mostrar minha admiração por haver consultado dois dos mais importantes dicionários no Brasil (omito os nomes para não levar nenhum tipo de processo legal) e em nenhum deles haver encontrado o termo antes citado. Um termo que de fato se compõe de dois léxicos, sendo um deles um prefixo, com a acepção de antepositivo de origem grego, METRO, e o outro um adjetivo que se remete ao gênero e/ou sexual, SEXUAL. Acredito que a afirmação de Bakhtin neste momento se faz necessária para entendermos o porquê da importância de adotar um termo atual nos nossos dicionários: “a língua vive e evolui historicamente na comunicação verbal concreta, não no sistema lingüístico abstrato das formas da língua nem no psiquismo individual dos falantes“. O coletivo social impôs uma serie de comportamentos que cunharam a definição HETEROSEXUAL. Todo mundo entende a acepção deste léxico. Mas, ao ouvirem falar em METROSSEXUAL todos pensam numa acepção errada; clamo por Bakhtin novamente que afirma que a linguagem é de natureza sócio-ideológica e por isso tudo “o que é ideológico possui um significado e remete a algo situado fora de si mesmo”… pois é, caros METROSSEXUAIS não se sintam um gueto marginalizado pelas acepções sociais machistas… Bakhtin veio salvá-los com suas afirmações, basta pensar um pouco nas duas citadas. Heterossexuais? Tenho algumas perguntas:
Quem foi o homem que inventou o salto?
Quem usava maquiagem nos séculos XVII e XVIII? Só os Homens ou também as mulheres?
A cultura grega cultuava mais o corpo masculino ou feminino? Por que nas olimpíadas os competidores (só Homens) participavam nus?
Que “macho” nesta vida desprezaria um bom perfume francês?
Do ponto de vista técnico, o que pode ser considerado mais viadagem? Ficar delirando ao verem 22 homens correndo atrás de uma bola, ou uma série de cuidados para ficar mais, mais, como posso dizer “apresentável”?

Respostas??? Ainda aceito outras sugestões…

Retomando a parte formal de nosso assunto, amostras de METROSSEXUALIDADE podem ser encontradas em diversos momentos da história. O que mudou foi a fluência na troca de informações, que fez com que os amantes do culto à beleza e ao corpo, ficassem mais evidentes e cada vez houvesse mais adeptos.

E é, dentro deste fluxo veloz de informações, que o Gustavo, mantenedor deste blog, tenta reunir os adeptos e simpatizantes a este tipo de culto… que convenhamos, é bem melhor se auto-cultuar do que participar de muitas igrejas por ai que cultuam Tom Cruise, Michael Jackson e afines. Aproveitem-no!!!

E torçamos porque em breve a Real Academia de Letras Brasileira, dicionarize esse termo. Mostrando que nestas terras de Santa Cruz, não existe, de fato, discriminação alguma.


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