3, novembro, 2008 | UmMetrossexual.com

E O OSCAR VAI PARA… (PARTE II)

3 novembro, 2008 por Gabriel Aguilar

Nessa analise para ver quem é o presidente que reflita mais o nosso estilo metrossexual, apresento duas figuras bem conhecidas no mundo, aliás, o mundo inteiro esta olhando para os dois.
Antes de falar quem é um e quem é o outro é necessário que vejamos o contexto em que eles estão; isso porque, se comparados com o Evo Morales, ele têm muito mais vantagem em relação a roupas de marca e demais cuidados que alguém possa ter para ser um autêntico Metrossexual. Ah, aqui vale destacar que continuou acreditando que ser e aparecer como um metrossexual é uma questão de cultura. Vamos pois ao nossas duas figuras e seu contexto…

Há alguns anos vemos que a fragilidade dos países que se dizem poderosos fica mais visível. É o caso dos Estados Unidos em que a vulnerabilidade do país do Tio Sam ficou muito clara após os atentados de 11 de setembro. Não é nenhuma novidade essa “decadência do poder”, já houve outros momentos, na historia, em que vários fatos o mostraram. Mas, diferente de um caos pós-guerra, este momento histórico se torna muito especial não só para os Americanos, para o mundo inteiro também, a eleição do sucessor de Bush é o alvo dos olhares cansados e frustrados pelas recentes perdas no âmbito da economia. E nós, nesse panorama, temos duas figuras (possíveis metrossexuais) Obama e Mc Cain, totalmente opostas, com ideais e pontos de vista também divergentes, compassados também diferentes e com intenções de votos (segundo pesquisas) bem diferentes. Acho que eles têm, sim, um quê de Metrossexual. Vamos conhecer um pouco de cada um.

O senhor Barack Hussein Obama Jr, com seus quase 50 anos de idade, possui toda uma eminente carreira política, isso sem contar que a sua graduação na Universidade de Columbia, em Nova York, foi tão brilhante quanto seu doutorado em Harvard. Destacando-se pela sua capacidade e inteligência, que mostrou desde os tempos em que era aluno, Obama se tornou o diretor da Revista Jurídica de Harvard, alias o primeiro diretor negro da revista. Posteriormente lecionou na Direito Constitucional na Universidade de Chicago, onde ficou por alguns anos e posteriormente inicia a sua carreira política. É eleito senador em 1996 e em 2005 ele é contado como o quinto senador afro descendente e o terceiro eleito pelo voto popular.

Obama, não só sabe discursar bem, ele tem um esporte favorito: o basquete. Aliás numa visita ao Iraque ele até que se arriscou a jogar com os soldados lá.

Ele tenta passar a “imagem” de bom-moço, de marido exemplar, por exemplo, antes de começar a sua candidatura fez uma campanha publicitária para parar de fumar. Para agradar a gregos e troianos, num livro, A audácia da esperança, conta que não teve uma criação muito religiosa, embora a sua mãe participasse esporadicamente em cultos religiosos metodistas e batistas. Já pelo lado paternal o candidato democrata confirma que o pai foi criado na fé islâmica, mas Obama se diz ateu…

Não é difícil ver que ele é a aposta de muitos meios de comunicação, por diversos motivos, um deles é a suposta “quebra” de preconceito americano, a promessa de que ele possa ser um líder mundial num momento de crise.

A aparência de Obama é bem discreta, aliás, acho que ele mesmo é bem discreto. Claro, ele precisa passar essa simplicidade “básica” para o povo… simplicidade que reflete a auto-confiança de um homem que pode ser a luz no final do túnel.

Alguém por ai falou que seria demais (leia-se demaifs) um presidente negro nos Estados Unidos, mas a minha crítica vai para um possível preconceito diante de essa frase: se ele for azul, amarelo, rosa, é o que menos importa; o que importa, realmente, é que estamos diante de um brilhante estudante que pode vir a ser um excelente presidente independente de sua raça ou crença. “Demais” vai ser quando o mundo acorde sem que as bolsas de valores trabalhem nesse ritmo histérico, nessa pressão econômica que faz com que muitos chefes de família (sejam homens e/ou mulheres) percam os seus empregos e tragam, com conseqüência, muita infelicidade para os seus seres queridos.

Do outro lado temos John Sidney McCain III, o Republicano, com uma idade bem considerável, que teve com pano de fundo, de toda a sua vida, a carreira militar. Aposentou-se, das forças armadas, com o grau de capitão em 1981. No ano seguinte ingressa na política e em 1986 começa a formar parte do Senado Americano.

No candidato republicano não vemos uma carreira de estudos brilhante, vemos, sim, um protótipo de herói nacionalista, da figura americana que luta incansavelmente por manter o seu papel de xerife mundial (que, aliás, nem sei que lhes conferiu este papel). De aquele ser que Mel Gibson poderia fazer um filme com litros e litros (e mais litros) de sangue: ele foi prisioneiro de guerra e não cedeu às torturas, voltou triunfante, com o orgulho de um patriota que defendeu a sua terra.

Mc Cain tentou se eleger pré-candidato em 2000, mas, Bush obteve mais votos. Assim que, neste ano ele, finalmente, conseguiu se eleger para disputar o alto cargo da Casa Branca.
O candidato aparece como um homem linha-dura, por exemplo, é um forte inimigo do tabaco, lutou também por legislar com mais rigor as contas das campanhas políticas. Em relação a temas “delicados” como a legalização de imigrantes e o casamento gay ele não tem uma postura definida… Dizem as más línguas que ele tem um péssimo humor e se juntado isso com a escolha de Sarah Palin a governadora do Alasca como sua vice, pode “pegar mal” (que, aliás, convenhamos, é como se o candidato à presidência brasileira escolhera a Gretchen com sua vice – que, graças ao bom senso de alguns eleitores não ganhou as eleições em Itamaracá, PE) e para um “presidenciável”, que neste momento precisa de todas as habilidades maquiavélicas para poder controlar esta crise, não inspira muita confiança… Ou vocês concordam??? Para presidente da República vote no J.S. do PBS (Partido da Bunda Siliconada) e a vice Gretchen… legal, né? Agora só faltaria trocar o Clodovil por uma das mulheres Melancia, Morango…

Pois é, meus amigos leitores, como já disse, esta eleição importa não só aos americanos, importa ao mundo inteiro. É importante saber quem vai consertar as desgraças que o outro deixou. Quem vai (esperemos) pôr fim a essas intermináveis guerras que só destroem cidades, deixam países mais pobres, perseguem ideologias – que em outros tempos apoiaram – e incontáveis erros no mundo… Acho que o novo presidente poderia inserir na famosa frase americana um advérbio de afirmação:

DEUS ABENÇÕE, REALMENTE, A AMÉRICA…

Fonte de consulta: Parker, Jennifer (3-07-2008). Obama Becomes First Black Democratic Presidential Nominee. ABC News


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