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MAIS FORTE, MAIS LARGO, MAIS SARADO

20 agosto, 2008 por Gustavo Tijolo

Matéria da Revista Veja dessa semana Edição 2074, mostra a mudança de conceitos sobre definição muscular do Homem com o passar dos anos, e também a evolução dos exercícios físicos para alcançar o novo padrão de estética de definição.

por Bel Moherdaui

De cueca justinha e caneleiras, o galã Richard Gere apareceu em Gigolô Americano, filme de 1980, como o protótipo da beleza masculina levada aos extremos do aperfeiçoamento físico – chegava a fazer abdominais invertidos, o que deixava o público feminino de cabeça para baixo. Hoje, se Gere aparecesse numa academia como o personagem Julian Kaye, provocaria duas reações: 1) perguntariam onde está a definição; 2) teria de suar muito mais para chegar a níveis elogiáveis de barriga, coxa e bíceps – como comprova a comparação feita recentemente pela revista People entre o bonitão dos velhos tempos e o ator Mario López, jovem e esculpido aspirante a galã fortão. “Na década de 80, quando o conceito de fitness começou a se disseminar, ter bom físico significava ter bom condicionamento aeróbico. Não se levavam em consideração força, flexibilidade, porcentagem de gordura no corpo. Mesmo os testes para o corpo de bombeiros só mediam o desempenho cardiovascular”, lembra Eduardo Netto, diretor técnico de uma rede de academias, que na época já era professor de ginástica. Os freqüentadores da “sala de musculação”, espaço dotado de poucos e simples aparelhos, eram em geral praticantes de fisiculturismo.

A evolução dos conhecimentos sobre o funcionamento do corpo, e também a mudança nos padrões estéticos, está criando homens tão extraordinariamente fortes que parecem dotados de músculos que ninguém sabia que existiam.

É evidente a contradição entre a era do esforço físico zero e os corpos em expansão. Mas ninguém precisa esfalfar o cérebro para compreender o apelo universal da musculatura saliente – exaltada recentemente na figura de Yasin Qaderi, dono de academia que derrotou cinqüenta fortíssimos finalistas e se tornou o novo Mr. Afeganistão. Se até na conflagrada Cabul sobra tempo para essas coisas, o culto aos músculos tem seguidores garantidos. O que mudou foi como cultivá-los. Nos tempos do Gere gigolô, importante era correr, ou fazer cooper, como se dizia. Homens que queriam desenvolver músculos faziam poucos exercícios com muitas repetições (veja o quadro). Corria a deletéria época das 100 flexões, dos 200 agachamentos, dos 500 abdominais. “Hoje sabemos que esse tipo de treino pode causar lesões ortopédicas. A nova orientação são programas com poucas repetições e muita carga. Por isso, há trinta anos não se via ninguém com caneleiras de mais de 3 quilos, ao passo que agora é absolutamente normal ver mulheres com 15 quilos em cada perna”, comenta Netto, exagerando só um pouquinho o conceito de normalidade. Além de mais pesada, a musculação ficou mais específica. A sala triplicou de tamanho para abrigar máquinas como as cadeiras adutora e abdutora, destinadas a desenvolver os músculos interno e externo da coxa; o peck deck, que expande o peitoral; e o leg press, que reforça glúteos e pernas. Abdominais no solo e pesos em geral continuam presentes, mas são praticamente a parte recreativa do treino.

A musculação com aparelhos e carga pesada propiciou uma nova era de descobrimentos – no caso, a descoberta foi de grupos musculares que viviam escondidos e que hoje pulam, exibidos, sob a pele dos novos fortões. As maiores revelações ocorreram na região da barriga. Aí, saltam à vista os invejados espaços entre tendões que se cruzam no reto abdominal, formando os gominhos da celebrada barriga-tanque. Também merece destaque o recôndito transverso, um músculo mais profundo que, devidamente domado, não deixa a barriga estufar. E revela-se ao mundo o muito notado e elogiado abdominal oblíquo, músculo localizado na parte lateral e inferior do abdômen que fica exposto, em forma de “v”, quando a bermuda escorrega pelos quadris. Até abaixo do joelho houve mudança significativa: com a invenção da cadeira solear, os malhadores liberaram a panturrilha que levavam escondida.
Musadeq Sadeq/AP
CULTO UNIVERSAL


Qaderi, eleito Mr. Afeganistão: todo mundo quer ter mais e maiores músculos
“Um dos maiores estímulos para o renovado interesse do público em parecer mais forte foi o biotipo dos atletas de competição, que agora é muito mais musculoso”, acredita Paulo Zogaib, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), especialista em medicina esportiva e fisiologia do exercício. “Nadadores, jogadores de vôlei e futebol e corredores têm um vigor físico muito grande, pois se percebeu que o desempenho é diretamente proporcional à força física”, explica. Daí vem a diferença entre o físico de Paulo Roberto Falcão, craque da seleção de 1982 (54 anos hoje, 28 então, 1,84 metro, 73 quilos), e o do atacante português Cristiano Ronaldo (23 anos, 1,85 metro e 10 quilos a mais, quase que de puro músculo), atualmente estrela do time inglês Manchester United. “Realmente, naquele tempo meu time era um dos poucos que treinavam musculação, e era só para pernas. Treinamento era corrida, salto e ‘rachões’ de bola”, lembra Falcão. “Olho para a famosa estátua do Discóbolo e percebo que os atletas gregos estavam mais próximos dos esportistas de hoje que dos de trinta anos atrás. Há 2 500 anos, eles sabiam da necessidade de treinar o corpo todo e praticar várias atividades, um conhecimento que se perdeu durante séculos e só foi retomado recentemente”, disse a VEJA Dixie Stanforth, professora de Cinesiologia (a ciência dos movimentos do corpo) e Educação em Saúde da Universidade do Texas. Outra mudança fundamental foi na dieta, e aí os efeitos não são necessariamente benéficos. “Nos anos 80, os rapazes não se preocupavam com as proteínas ou o tipo de gordura que ingeriam. Hoje, quem realmente quer mudar a aparência física sabe tudo sobre shakes, barras de proteínas, proteína em pó – e com freqüência consome tudo isso em excesso, sem nenhum respaldo científico”, alerta a professora Stanforth. As proteínas turbinam os músculos porque, graças a elas, ocorre a cicatrização das microlesões provocadas pelos exercícios. Quanto mais o processo se repete, mais se expande a musculatura. O exagero pode não ser saudável, mas o resultado são bíceps, tríceps, quadríceps, transversos e oblíquos de deixar o gigolô Julian com a cara no chão.

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Este post foi criado em: quarta-feira, 20 agosto, 2008 ás 7:29 pm na categoria Esporte, Variedades. Você pode seguir qualquer resposta para essa entrada pelo RSS 2.0 feed. Se preferir pode deixar uma resposta, ou trackback do seu próprio site.

4 respostas Sobre “MAIS FORTE, MAIS LARGO, MAIS SARADO”

  1. Rodrigo comentou:

    Eu gostaria de saber qual é o jeito mais fácil de ganhar músculos, se é fazendo mais céris com poucos pesos ou bastante pesos e menas céris e quantas seris por músculos e quantos músculos por dia,
    Obrigado

  2. Gustavo Tijolo comentou:

    Rodrigo,

    O ideal são séries de hipertrofia, menos repetição e carga máxima.

    [ ] ´s

  3. Alexandre comentou:

    Ola! tenho atrofia em minha panturrilhas plrblema congwnito tem como fazer protese e qual seria e tem outra tecnica? grato

  4. manoely comentou:

    vc e horivel pelo amor de deus toma jeito seu ridiculo

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