A ACEPÇÃO DE METROSSEXUAL |

A ACEPÇÃO DE METROSSEXUAL

31 julho, 2008 por Gabriel Aguilar

Em toda a historia da humanidade a figura masculina sempre teve um papel muito destacado. Viemos de um pensamento altamente machista confirmado pelas teorias e crenças judeu-cristãs e ainda que as mulheres tenham-se destacado em muitos momentos sempre foram ofuscadas pelo chamado “sexo-forte“. Esse “sexo” que afirma que qualquer manifestação que fuja das convenções sociais por eles estabelecidas, pelos bons “machistas”, é considerado um desvio e na pior das hipóteses uma viadagem.
Levantando a bandeira da transgressão dessas convenções machistas surge, mais presente graças às mídias e às novas tecnologias, um estilo de homens, do “sexo forte”, devidamente afirmados na sua essência, que pensa diferente das “normas” estabelecidas pela sociedade: o METROSSEXUAL.

Como bom lingüista, não posso deixar de mostrar minha admiração por haver consultado dois dos mais importantes dicionários no Brasil (omito os nomes para não levar nenhum tipo de processo legal) e em nenhum deles haver encontrado o termo antes citado. Um termo que de fato se compõe de dois léxicos, sendo um deles um prefixo, com a acepção de antepositivo de origem grego, METRO, e o outro um adjetivo que se remete ao gênero e/ou sexual, SEXUAL. Acredito que a afirmação de Bakhtin neste momento se faz necessária para entendermos o porquê da importância de adotar um termo atual nos nossos dicionários: “a língua vive e evolui historicamente na comunicação verbal concreta, não no sistema lingüístico abstrato das formas da língua nem no psiquismo individual dos falantes“. O coletivo social impôs uma serie de comportamentos que cunharam a definição HETEROSEXUAL. Todo mundo entende a acepção deste léxico. Mas, ao ouvirem falar em METROSSEXUAL todos pensam numa acepção errada; clamo por Bakhtin novamente que afirma que a linguagem é de natureza sócio-ideológica e por isso tudo “o que é ideológico possui um significado e remete a algo situado fora de si mesmo”… pois é, caros METROSSEXUAIS não se sintam um gueto marginalizado pelas acepções sociais machistas… Bakhtin veio salvá-los com suas afirmações, basta pensar um pouco nas duas citadas. Heterossexuais? Tenho algumas perguntas:
Quem foi o homem que inventou o salto?
Quem usava maquiagem nos séculos XVII e XVIII? Só os Homens ou também as mulheres?
A cultura grega cultuava mais o corpo masculino ou feminino? Por que nas olimpíadas os competidores (só Homens) participavam nus?
Que “macho” nesta vida desprezaria um bom perfume francês?
Do ponto de vista técnico, o que pode ser considerado mais viadagem? Ficar delirando ao verem 22 homens correndo atrás de uma bola, ou uma série de cuidados para ficar mais, mais, como posso dizer “apresentável”?

Respostas??? Ainda aceito outras sugestões…

Retomando a parte formal de nosso assunto, amostras de METROSSEXUALIDADE podem ser encontradas em diversos momentos da história. O que mudou foi a fluência na troca de informações, que fez com que os amantes do culto à beleza e ao corpo, ficassem mais evidentes e cada vez houvesse mais adeptos.

E é, dentro deste fluxo veloz de informações, que o Gustavo, mantenedor deste blog, tenta reunir os adeptos e simpatizantes a este tipo de culto… que convenhamos, é bem melhor se auto-cultuar do que participar de muitas igrejas por ai que cultuam Tom Cruise, Michael Jackson e afines. Aproveitem-no!!!

E torçamos porque em breve a Real Academia de Letras Brasileira, dicionarize esse termo. Mostrando que nestas terras de Santa Cruz, não existe, de fato, discriminação alguma.


Este post foi criado em: quinta-feira, 31 julho, 2008 ás 5:36 pm na categoria Cultura. Você pode seguir qualquer resposta para essa entrada pelo RSS 2.0 feed. Se preferir pode deixar uma resposta, ou trackback do seu próprio site.

4 respostas Sobre “A ACEPÇÃO DE METROSSEXUAL”

  1. Marcos H. Gomes comentou:

    Fala Gabriel,

    Essa é a primeira vez q escrevo aki e aproveito para parabenizar pelo blog. Gosto muito das informações de saúde e melhor qualidade de vida para o mundo masculino.

    Muito interessante o texto, mas não pude deixar de colocar uma ressalva:
    “Ficar delirando ao verem 24 homens correndo atrás de uma bola”… se vc está falando de futebol são 22 homens (ou mulheres) correndo atrás de uma bola(tá com o 24 na cabeça, né…rsrsrs… desculpe, mas não pude deixar de brincar… hehe).

    Eu (e acho q 90% dos caras q assistem futebol) não sabem nem a cara dos jogadores, muito menos do corpo deles… se existe algum “delírio” ao ver o jogo, encontra-se na competição, tática, talento individual, tudo indiferente se o cara é feio, bonito, gordo, magro, forte…

    Pra informação, não sou metrossexual, apenas busco cuidar do meu corpo e saúde para uma melhor qualidade de vida. Mesmo assim acho ótimo o blog, com muita informação útil, e acho até graça de certos “excessos” do trato de beleza masculino.

    Abção

  2. Gustavo Tijolo comentou:

    Corrigido para 22.

    Obrigado.

  3. ORIENTE VS OCIDENTE | UmMetrossexual.com comentou:

    […] Errata: agradeço os comentários recebidos e especialmente à correção feita pelo nosso leitor Marcos H. sendo assim, vale destacar aqui aquele velho ditado: errar é humano, perdoar é divino e cuidar-se é ser metrossexual… Até em breve. […]

  4. Ivanilde Fiorini Gualassi comentou:

    Olá,

    Conheci uma pessoa extremamente amável, amigo, companheiro e que por sinal é um metrosexual, para mim, foi novidade, pois não tinha tido ainda essa experiência. Comecei a pesquisar sobre o Homem Metrosexual, achei ótimo e muitas barreiras na minha cabeça cairam por terra, pois decidi dar uma chance para mim mesma sem fazer diferença ou acumular algum tipo de preconceito, pois são pessoas muito humana com o coração disposto para amar e dar amor.

    Maravilha pelo blog…amei!

    Que Deus abençoe vocês um forte abraço.

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